LEISH... O QUÊ ?

As interpretações equivocadas que envolvem a leishmaniose visceral vão além do
nome complicado da doença. Também conhecida como Calazar, a leishmaniose
visceral canina está presente em pelo menos 12 países da América Latina, sendo
que 90% dos casos ocorrem no Brasil.

Considerada uma das seis doenças endêmicas mais importantes no mundo, é
causada pelo protozoário do gênero Leishmania sp e transmitida por insetos
denominados flebotomíneos, no Brasil conhecidos popularmente como mosquito-
palha (Lutzomia longipalpis). São insetos pequenos (medem de 1 a 3 mm) que
apresentam o corpo coberto de pelos, de coloração castanho claro ou cor de palha.

A transmissão da leishmaniose acontece através do vetor (condutor) – no caso, o
inseto – para um hospedeiro vertebrado, que funciona como um reservatório da
doença. Além dos cães, todos os mamíferos, incluindo gatos, gambás e outros
animais silvestres, podem servir como hospedeiros da Leishmania.

A doença pode ter sintomas, mas 60% dos animais não apresentam nenhuma
alteração. Quando apresentam, as mais comuns são lesões de pele,
emagrecimento, crescimento das unhas, lesões oculares e de ponta de orelha,
anemia e doença renal – principal causa de morte. Alguns desses sintomas são
comuns a diversas doenças, portanto só um médico veterinário é capaz de chegar
ao diagnóstico, por meio de exames clínicos e laboratoriais.

É importante ressaltar que a doença não é contagiosa. O cão é apenas um
hospedeiro, logo, mordidas, arranhões, lambeduras e fezes não são capazes de
transmitir a doença para seres humanos ou para outros animais.

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