DÚVIDAS?

O que é leishmaniose?

A Leishmaniose Visceral é uma doença causada pelo protozoário do gênero Leishmania e atinge vários mamíferos, como cães e seres humanos. É considerada uma das seis doenças endêmicas mais importantes no mundo e, na América Latina, 90% dos casos se concentram no Brasil. Nos cães, a doença é denominada Leishmaniose Visceral Canina (LVC).

Como se pega leishmaniose?

Entre cão e ser humano, a doença é transmitida unicamente por meio da picada do mosquito-palha fêmea contaminado pelo protozoário. Ou seja, é preciso que o mosquito pique um animal ou ser humano portando a leishmaniose e, na sequência, pique outro animal ou ser humano, transmitindo a doença.

Entre os cães, além da transmissão através da picada do mosquito vetor infectado, a doença pode ser transmitida pelas vias venérea (durante a cruza) e transplacentária (mãe para filhote).

Como eu identifico o mosquito-palha?

Os insetos são pequenos, medindo de 1 a 3 mm de comprimento. Apresentam o corpo coberto de pelos, de coloração castanho claro ou cor de palha. Eles voam em pequenos saltos e pousam com as asas entreabertas. Diferentemente do mosquito da dengue, o mosquito-palha se reproduz em locais terrestres úmidos e ricos em matéria orgânica – como frutas em decomposição, folhas secas, fezes e lixo orgânico.

Posso pegar a doença entrando em contato diretamente com um animal portador?

Não. Somente pela picada do mosquito-palha se pega a doença. A leishmaniose não é contagiosa.

Como ter certeza que meu cachorro tem leishmaniose?

O cão infectado pode não apresentar sintomas ou levar meses para apresentar algum, e nenhum deles é exclusivo dessa doença. Só o médico veterinário, por meio de exames clínicos e laboratoriais específicos, pode dar um diagnóstico preciso. Por isso, é importante levar o cão a consultas veterinárias regularmente.

Se o exame deu positivo, o que eu faço?

O diagnóstico da leishmaniose é desafiador e complexo, podendo contar com provas diretas (que buscam evidências do parasita) como o PCR e citologia do linfonodo, pele e medula óssea ou provas indiretas (que buscam os anticorpos produzidos contra o parasita). Essas últimas, embora sejam testes mais baratos e mais fáceis de serem realizados, podem gerar resultados questionáveis, resultado da reação cruzada com outras doenças (falsos-positivos), ou não detectar os anticorpos (falsos-negativos).

Por essa razão, o médico veterinário pode solicitar mais de um exame, provas e contraprovas, para diagnosticar corretamente a doença.

Se agentes de saúde exigirem, preciso entregar meu cachorro?

Não. É direito do tutor tratar o seu animal e há embasamento legal para isso. A Nota Técnica nº 11/2016, Conjunta do MAPA/MS – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Ministério da Saúde –, autoriza o tratamento, não havendo argumento para exigir da eutanásia de cães portadores da doença.

Como funciona o medicamento para tratar o animal?

Segundo a Virbac, farmacêutica proprietária do medicamento registrado para o tratamento da LVC, o produto mata os parasitas que infectam o animal e modula a imunidade do cão, direcionando as respostas do seu organismo para uma forma mais eficiente de combater o parasita causador da leishmaniose.

O animal em tratamento é uma ameaça à família e à sociedade?

Não. O animal em tratamento de leishmaniose, além de ter a quantidade de parasitas reduzida drasticamente em função do medicamento, passará a ser monitorado periodicamente por seus tutores, que também devem zelar pelas demais medidas de proteção, que incluem instalação de telas mosqueteiras, limpeza de casas e de quintais e, principalmente, uso de repelentes em animais e pessoas.

Lembre-se: quem transmite a leishmaniose é o mosquito-palha e é ele que deve ser combatido.  

Existem outros métodos para tratar a doença?

O único tratamento com comprovação científica de eficácia e segurança e legalmente aprovado pelos Ministérios da Saúde (MS) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) funciona à base de Miltefosina. O medicamento, registrado no sob o número 000175-9.000003, é vendido mediante prescrição do médico veterinário, que deve acompanhar de perto todo o tratamento do animal.

Quais atitudes colaboram para combater a leishmaniose?

Proteger os animais do mosquito vetor é a medida mais importante para combater a doença. Isso pode ser feito telando as casas, removendo dos quintais toda a matéria orgânica existente (frutas caídas do pé, fezes dos animais, folhas, etc.), e utilizando repelente em pessoas e animais. Além disso, é importante exigir que a prefeitura da sua cidade lute contra o inseto vetor e denunciar o desmatamento de áreas verdes, pois esse é um dos principais fatores que contribui para a proliferação do mosquito-palha em áreas urbanas.

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