DEU POSITIVO: E AGORA?

Quem já teve um cão com leishmaniose visceral canina (LVC) sabe das implicações desse diagnóstico. Os cães infectados eram vistos como ameaça de transmissão da doença para humanos. A recomendação dos órgãos de saúde era certa: eutanásia.

Felizmente, hoje o cenário é outro. Desde agosto de 2016, é possível ter acesso ao medicamento – de uso exclusivo sob prescrição veterinária – que permite tratar cães diagnosticados com leishmaniose.

O tratamento já era realizado em todos os países onde há registros da doença e, desde então, também no Brasil. Com seu registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), tutores responsáveis podem optar por um tratamento comprovadamente eficaz, seguro e legalizado, não sendo mais obrigados a entregar seus cães para a morte.

Segundo a Virbac, farmacêutica proprietária do medicamento, o fármaco ativo mata os parasitas que infectam o animal e modula a imunidade do cão, direcionando as respostas do seu organismo para uma forma mais eficiente de combater o parasita causador da leishmaniose. Os estudos da empresa demonstraram que o remédio, usado de acordo com o esquema terapêutico proposto, tem eficácia e segurança clínica no controle da doença e na redução da sua transmissibilidade para o mosquito.

“Em estudos realizados na Europa e no Brasil, a Miltefosina (substância presente no medicamento) demonstrou ser extremamente eficaz para o tratamento da LVC, com melhora clínica do animal, redução da carga parasitária, e consequente bloqueio da transmissão para os flebotomíneos”, informa Fábio Nogueira, Mestre e Doutor pela FMVZ UNESP Botucatu e professor da FEA – Andradina SP.

O diagnóstico da leishmaniose é desafiador e complexo, podendo contar com provas diretas (que buscam evidências do parasita) como o PCR e citologia do linfonodo, pele e medula óssea ou provas indiretas (que buscam os anticorpos produzidos contra o parasita). Essas últimas, embora sejam testes mais baratos e mais fáceis de serem realizados, podem gerar resultados questionáveis, resultado reação cruzada com outras doenças (falsos-positivos), ou não detectar os anticorpos (falsos-negativos).

Por essa razão, o médico veterinário pode solicitar mais de um exame, provas e contraprovas, para diagnosticar corretamente a doença.

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